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Estados Unidos buscam capacidade para desativar remotamente bilhões de chips de inteligência artificial vendidos globalmente

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Os Estados Unidos estão constantemente inseridos em posição de grande destaque no cenário global em diversos segmentos. Agora, até mesmo em relação a inteligência artificial o país deseja obter controle total sobre isso.

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Os EUA discutem uma proposta que pode mudar o rumo da tecnologia global. O plano prevê a possibilidade de desligar à distância bilhões de chips de inteligência artificial vendidos ao redor do planeta, tema esse que já provoca forte repercussão internacional.

A ideia surgiu em meio ao avanço acelerado da IA e a possibilidade de usos considerados perigosos. Autoridades americanas defendem que o controle remoto seria uma forma de evitar aplicações militares, espionagem ou grandes ataques cibernéticos.

Segundo o debate em Washington, os chips poderiam sair de fábrica com mecanismos internos de segurança. Esses sistemas permitiriam a desativação remota em situações classificadas como crítica, incluindo atualizações de software que poderiam ser usadas para bloquear o funcionamento.

No entanto, especialistas alertam para riscos evidentes, visto que um “botão de desligar” global pode se tornar uma arma política e econômica. Países e empresas temem depender de tecnologias que podem ser interrompidas por decisão externa.

Outro ponto sensível envolve a segurança digital, já que qualquer porta criada para controle remoto pode virar alvo de hackers. Justamente por isso, o que hoje é visto como proteção pode se transformar em vulnerabilidade.

Fabricantes asiáticos e europeus acompanham o debate com cautela. A criação de chips “sem controle remoto” já é discutida como resposta preventiva, no entanto, isso pode encarecer produtos e reduzir a padronização tecnológica.

Qual a utilidade desses chips de IA?

Os chips de inteligência artificial são processadores especiais criados para executar tarefas complexas de IA, como análise de dados, reconhecimento de imagens e aprendizado de máquina. Não é à toa que são considerados estratégicos por governos e empresas.

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