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Google revela tendências globais e impacto da IA na pesquisa online

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Todos os anos, o relatório Year in Search funciona como um retrato coletivo da curiosidade humana. Em 2025, esse espelho revelou algo novo: não apenas o que as pessoas buscaram, mas como buscaram. Com respostas geradas por IA cada vez mais presentes e novas formas de interação, o Google expôs um ecossistema de pesquisa que mudou de comportamento — e de prioridades.

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Como o Google mediu o que mais interessou ao mundo

Para montar o ranking global, o Google analisou as consultas com maior crescimento entre 1º de janeiro e 25 de novembro de 2025, comparando com o mesmo período de 2024. O foco não foi volume absoluto, mas aceleração de interesse.

O método ajuda a identificar tendências emergentes e mostra como os usuários passaram a navegar entre busca tradicional, mapas, vídeos e respostas geradas por inteligência artificial. O relatório também evidencia a integração cada vez maior entre ferramentas do ecossistema Google.

Gemini no centro da experiência de busca

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© X – @kayabay

O grande protagonista do ano foi o Gemini, que liderou as buscas globais. A IA apareceu não só como tema de interesse, mas como parte ativa da experiência: respostas diretas na página, sugestões contextuais e conversas contínuas com o usuário.

As chamadas AI Overviews — resumos automáticos gerados por IA — se tornaram comuns, embora tenham sido desativadas em notícias de última hora. Isso manteve veículos jornalísticos relevantes nos momentos mais sensíveis da agenda informativa.

Mapas viraram buscadores — e livros entraram no radar

Outro destaque foi o Google Maps, que consolidou seu papel como ferramenta de descoberta. Em 2025, usuários recorreram ao Maps não só para navegar, mas para pesquisar restaurantes, destinos turísticos e espaços culturais.

Entre os locais mais procurados, o relatório destacou livrarias icônicas como a Lello, no Porto, e o Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires — um sinal de que experiências culturais físicas seguem relevantes mesmo na era digital.

Receitas, futebol e curiosidades dominaram o cotidiano

O ranking também trouxe uma radiografia dos interesses práticos do ano. Receitas como mel picante e o viral frango “case comigo” ganharam destaque, assim como clubes de futebol europeus, a exemplo do Paris Saint-Germain e do Benfica.

Essas buscas reforçaram a estratégia do Google de direcionar o usuário para aprofundamentos via Modo IA, explicando por que determinados conteúdos se tornaram virais e conectando tendências a contextos mais amplos.

As notícias que mais mobilizaram pesquisas

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© https://x.com/nuriapiera

Em 2025, as pessoas continuaram recorrendo ao Google para entender o mundo. Entre os temas mais buscados estiveram o assassinato do ativista Charlie Kirk, a situação no Irã, o fechamento do governo dos Estados Unidos, a eleição do novo papa e os incêndios em Los Angeles.

O padrão revela uma busca por contexto rápido, confiável e comparável — algo que a IA ajudou a oferecer, sem substituir completamente o papel do jornalismo tradicional.

Cinema, música e podcasts no topo

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O entretenimento manteve protagonismo. Anora foi o filme mais buscado; Monstro: a história de Ed Gein liderou entre as séries. Na música, Debí tirar más fotos, de Bad Bunny, ficou no topo das canções.

Entre os podcasts, The Charlie Kirk Show concentrou interesse, enquanto artistas e intérpretes como Mickey Madison se destacaram nas consultas relacionadas a cultura pop.

Figuras do ano e buscas por nomes próprios

O nome mais buscado globalmente foi o do Papa Leão XIV. Já nos Estados Unidos, os destaques foram o cantor D4vd — envolvido em um processo judicial — e Kendrick Lamar, impulsionado pelo show do intervalo do Super Bowl.

Mortes de celebridades também impulsionaram pesquisas, repetindo um padrão observado em anos anteriores.

Tendências locais revelam prioridades regionais

O relatório trouxe recortes por país. Na Espanha, buscas refletiram eventos climáticos e culturais. Em Argentina, Colômbia e México, o esporte dominou. No Reino Unido, o retorno do Oasis concentrou atenção; na Itália, o falecimento de Giorgio Armani provocou um pico de consultas.

Um retrato de um ano — e de um novo jeito de perguntar

Mais do que uma lista, o Year in Search 2025 mostrou uma transição: do “o que aconteceu?” para o “me explique isso”. Em um mundo mediado por inteligência artificial, as buscas revelam não só interesses, mas a forma como aprendemos, comparamos e conversamos com a tecnologia. O próximo capítulo já começou — e ele é cada vez mais dialogado.

 

[ Fonte: Ámbito ]

 

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