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Inteligência artificial: sem sentimentos, compaixão ou capacidade de amar – Moon BH

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Vivemos um tempo em que a inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a ser presença. Ela escreve textos, dirige carros, faz diagnósticos médicos, organiza campanhas, analisa dados em segundos. Impressiona, assusta, seduz. Mas é justamente nesse fascínio que mora um risco silencioso: confundir inteligência com humanidade.

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A inteligência artificial não sente.

Ela não conhece dor, alegria, medo ou esperança. Quando “reconhece” emoções, o que faz é identificar padrões estatísticos em palavras, expressões faciais ou comportamentos previamente registrados. Não há vivência, não há consciência. Existe cálculo.

A inteligência artificial não tem compaixão.

Pode simular empatia, reproduzir discursos acolhedores e até sugerir respostas sensíveis. Mas compaixão nasce da experiência humana: de errar, sofrer, cair e levantar. É fruto da capacidade de se colocar no lugar do outro porque já se esteve, de alguma forma, ali. Algoritmos não carregam cicatrizes.

E, sobretudo, a inteligência artificial não ama.

O amor exige entrega, contradição, renúncia, vínculo. Exige escolhas que nem sempre são racionais. Amar é, muitas vezes, agir contra a lógica, algo impensável para sistemas que operam exclusivamente dentro dela.

Isso não diminui a importância da IA. Pelo contrário. Ela é uma ferramenta poderosa, talvez a mais transformadora da nossa geração. Mas ferramenta não é sujeito. Apoio não é consciência. Velocidade não é sabedoria.

O perigo não está na tecnologia em si, mas na tentação de delegar a ela aquilo que é essencialmente humano: decisões éticas, afetivas e morais. Quando fazemos isso, não estamos tornando as máquinas mais humanas, estamos nos tornando mais mecânicos.

O futuro não será definido pela inteligência artificial, mas pela inteligência humana ao usá-la.

Cabe a nós garantir que a tecnologia amplifique nossa capacidade de cuidar, incluir e transformar, e não substitua aquilo que nos torna únicos.

Porque sentimentos, compaixão e amor não se programam.

Eles se vivem.

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