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Inteligência artificial: surpresas na virada do ano e impacto no mercado em 2026

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Em um movimento surpresa nos últimos dias de 2025, a Meta Platforms comprou a startup de inteligência artificial Manus, em um raro exemplo de um grupo tecnológico americano adquirindo uma plataforma de IA de ponta com raízes chinesas.

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O plano do executivo-chefe (CEO) Mark Zuckerberg é desenvolver o que ele chama de “superinteligência pessoal”, investindo em infraestrutura, contratações de pesquisadores de ponta e em diversas startups de IA, informou o Financial Times.

Analistas consultados pela Dow Jones apontam que o negócio simboliza uma vitória americana na corrida tecnológica com a China, dado o reposicionamento da Manus fora da esfera de influência chinesa. Contudo, a transação também reforça os riscos de uma bolha de mercado concentrada nas grandes empresas de tecnologia. Confira a análise completa aqui.

O executivo-chefe da Microsoft, Satya Nadella, também se movimentou antes da virada do ano e reformulou a alta liderança da empresa para manter a gigante de software de 50 anos à frente dos rivais na corrida da IA. E isso, após a reestruturação de seu relacionamento com a OpenAI.

Satya Nadella, executivo-chefe e presidente do conselho da Microsoft no palco do evento Build 2024 em Redmond, Washington (EUA) — Foto: Dan DeLong / Divulgação Microsoft
Satya Nadella, executivo-chefe e presidente do conselho da Microsoft no palco do evento Build 2024 em Redmond, Washington (EUA) — Foto: Dan DeLong / Divulgação Microsoft

Nadella contratou o ex-chefe de engenharia da Meta, Jay Parikh, e promoveu executivos seniores, incluindo o chefe comercial Judson Althoff e o executivo-chefe (CEO) do LinkedIn, Ryan Roslansky.

Ao Financial Times, pessoas próximas a Nadella disseram que ele também está focado na crescente concorrência da Amazon e do Google em infraestrutura e desenvolvimento de modelos de IA. Ao mesmo tempo, startups como Anthropic, Anysphere e Replit vêm abocanhando participação de mercado da Microsoft em ferramentas de codificação de IA. Saiba mais aqui.

Avanços da China em IA podem ser risco para ações americanas em 2026

A quase um ano do impacto provocado pelo modelo de IA da chinesa DeepSeek, as ações de tecnologia de empresas americanas podem entrar em 2026 enfrentando outra ameaça da concorrência chinesa, desta vez na indústria de chips.

Cientistas da Universidade Jiao Tong, em Xangai, e da Universidade Tsinghua, em Pequim, desenvolveram um chip de computação baseado em fótons. O “LightGen” promete superar o desempenho de chips baseados em wafers de silício, material mais caro e escasso, como os da linha Blackwell, da Nvidia. A informação foi divulgada em relatórios do jornal South China Morning Post na semana passada, informou a Dow Jones.

Bilionários da tecnologia ganham mais de US$ 550 bilhões com IA em 2025

Enquanto o chip chinês que promete desbancar as unidades de processamento gráfico (GPUs) americanas não vem, os bilionários mais ricos do setor de tecnologia dos EUA encerraram o ano com muito dinheiro no bolso.

Larry Ellison, da Oracle, e Elon Musk, da Tesla — Foto: Bloomberg
Larry Ellison, da Oracle, e Elon Musk, da Tesla — Foto: Bloomberg

Em 2025, os dez principais fundadores e executivos de empresas de tecnologia americanas acrescentaram mais de US$ 550 bilhões ao seu patrimônio líquido combinado, beneficiados pela euforia dos investidores em torno das principais empresas da área de inteligência artificial.

Os líderes do Vale do Silício lucraram com as centenas de bilhões de dólares gastos globalmente em chips de IA, centros de dados e produtos, mesmo com parte desses ganhos tendo sido reduzida nos últimos meses em razão da preocupação com uma bolha estimulada pela corrida de investimentos em IA. Leia mais aqui.

Ganho de produtividade gerado pela IA ainda é restrito, afirma FGV Ibre

Silvia matos, coordenadora do boletim macro, do FGV Ibre — Foto: Leo Pinheiro/Valor
Silvia matos, coordenadora do boletim macro, do FGV Ibre — Foto: Leo Pinheiro/Valor

A grande promessa de salto de produtividade com o uso da inteligência artificial (IA) ainda não está sendo percebida de forma mais ampla na economia americana, o que justifica temores sobre o estouro da bolha das ações de companhias do setor, alerta a mais recente edição do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Para o Brasil, a adoção da nova tecnologia pode trazer ganhos, mas provavelmente vai esbarrar na baixa capacitação e escolaridade da mão de obra, o que deve limitar os ganhos nesse sentido, dizem os economistas.

Ao Valor, a coordenadora do boletim, Silvia Matos afirma que “seria importante para o país usar a tecnologia em áreas em que é possível reduzir custos e ganhar eficiência, como saúde”. No entanto, ela pondera que “a grande restrição do país é em capital humano”. Saiba mais aqui.Autonomia de agentes de IA começa em 2026

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