
IA de Musk gera deepfakes e enfrenta críticas globais (ilustrativa/banco de imagens)
Elon Musk enfrenta uma crescente tempestade internacional após sua ferramenta de inteligência artificial, a Grok, gerar deepfakes sexualizados de mulheres e menores. A União Europeia (UE) juntou-se às críticas, enquanto o Reino Unido anunciou uma possível investigação.
Reclamações de abuso encheram a internet após o recente lançamento de um botão “editar imagem” na Grok, permitindo aos usuários alterar imagens online com comandos como “colocar biquíni nela” ou “remover suas roupas”.
Este fenômeno de “desnudamento digital” rapidamente desencadeou investigações e pedidos de ação em países como França, Índia e Malásia.
Artigos relacionados
A Comissão Europeia, atuando como vigilante digital da UE, destacou que está examinando seriamente as queixas sobre a Grok, desenvolvida pela startup de Musk, xAI.
Posicionamento da UE e Reino Unido
“A Grok está oferecendo um ‘modo picante’ que mostra conteúdo sexual explícito, inclusive com imagens infantis. Isso não é picante. É ilegal. É deplorável“, afirmou Thomas Regnier, porta-voz de assuntos digitais da UE. “Isso não tem lugar na Europa.”
O regulador de mídia do Reino Unido, Ofcom, entrou em contato urgente com a X e xAI para entender que medidas estão sendo tomadas para proteger os usuários do Reino Unido. Dependendo da resposta, a Ofcom decidirá se há questões de conformidade que justifiquem uma investigação.
Outros usuários da X imploraram diretamente a Musk para agir contra supostos pedófilos “pedindo à Grok para colocar biquínis em crianças”. “A Grok agora está despindo fotos minhas quando criança”, escreveu Ashley St Clair, mãe de um dos filhos de Musk, na X. “Isso é objetivamente horrível, ilegal.”
Resposta da empresa e histórico de controvérsias
Em meio à tempestade online, a Grok buscou tranquilizar os usuários afirmando que estava tentando corrigir falhas na ferramenta. “Identificamos lapsos nas salvaguardas e estamos urgentemente corrigindo-os”, disse a Grok na X. “Material de abuso sexual infantil (CSAM) é ilegal e proibido.”
As críticas intensificam o crescente escrutínio sobre a Grok, já acusada de disseminar desinformações sobre crises recentes como a guerra em Gaza, o conflito Índia-Paquistão e um tiroteio mortal na Austrália.
Fonte: CNA


