Com apenas 29 anos, a brasileira Luana Lopes Lara se tornou dona de um título impressionante: ela é a pessoa mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna bilionária, um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão, cerca de R$ 6,9 milhões. Com isso, ela também entrou no seleto grupo de bilionários ao redor do globo.
Até então, esse recorde pertencia à norte-americana Lucy Guo, que conseguir se tornar bilionária aos 31 anos (tomando o recorde que, antes disso, era da cantora Taylor Swift). Guo é uma das fundadoras da Scale AI, uma startup de inteligência artificial criada em 2016.
Luana Lopes fundou uma startup chamada Kalshi, ao lado do seu sócio Tarek Mansour. Atualmente, ela é a COO da empresa. A Kalshi se define como uma plataforma de exchange, em que seus “usuários montam posições baseados em eventos de tópicos variados, como clime e cultura pop, passando por dados econômicos e resultados políticos”, explica a CNN.
Em junho deste ano, a empresa era avaliada em US$ 2 bilhões depois de captar US$ 185 milhões. Em outubro, com a captação de US$ 300 milhões, ela conseguiu elevar o seu valor de mercado para impressionantes US$ 5 bilhões. Na última terça (2), ela anunciou uma nova rodada de investimentos, que captou US$ 1 bilhão e catapultou o valor da Kalshi para US$ 11 bilhões (!).
A brasileira Luana e seu sócio detêm cerca de 12% da empresa cada, então o patrimônio de cada um deles é estimado em US$ 1,3 bilhão, de acordo com a Forbes.
Saiba mais sobre a brasileira bilionária
Nascida em Santa Catarina, Luana estudou balé na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil, conquistou o ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e o bronze na Olimpíada de Matemática do estado. Ela chegou a dançar balé profissionalmente na Áustria, até decidir largar os palcos para estudar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde conheceu seu sócio, o libanês Tarek Mansour. Os dois fizeram estágio juntos no mercado financeiro na Five Rings Capital, em Nova York, e foi nessa época que tiveram a ideia que originaria a Kalshi.
“Percebemos que a maioria das negociações acontece quando as pessoas têm alguma visão sobre o futuro e tentam encontrar uma maneira de refletir isso nos mercados”, afirmou a brasileira à Forbes.

