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Musk pede até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft e acusa empresas de “ganhos indevidos” com sua ajuda inicial

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A disputa entre Elon Musk e a OpenAI ganhou um novo capítulo de alto impacto financeiro. Em um processo apresentado a um tribunal federal dos Estados Unidos, o bilionário afirma ter direito a uma compensação bilionária por contribuições feitas nos primeiros anos da startup de inteligência artificial. O caso envolve também a Microsoft e pode se tornar um dos maiores embates judiciais da história recente do setor de tecnologia.

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A cobrança bilionária e os valores em jogo

Segundo documentos apresentados na sexta-feira (16), Musk pede até US$ 134 bilhões em compensações da OpenAI e da Microsoft. De acordo com a ação, a OpenAI teria obtido entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões em benefícios graças ao apoio inicial do empresário, enquanto a Microsoft teria lucrado entre US$ 13,3 bilhões e US$ 25,1 bilhões a partir dessa relação.

O argumento central é que, sem Musk, a OpenAI não teria alcançado o patamar atual. Ele afirma que merece ser ressarcido pelos chamados “ganhos indevidos”, uma vez que suas contribuições iniciais teriam sido decisivas para o sucesso da organização e para a parceria estratégica com a Microsoft.

O papel de Musk na fundação da OpenAI

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Musk foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, quando a organização nasceu como uma entidade sem fins lucrativos, com a missão declarada de desenvolver inteligência artificial para o benefício da humanidade. Segundo o processo, o empresário contribuiu com cerca de US$ 38 milhões — aproximadamente 60% do financiamento inicial.

Além do dinheiro, Musk alega ter desempenhado um papel ativo no recrutamento de talentos, na conexão dos fundadores com contatos estratégicos do Vale do Silício e na construção de credibilidade pública para a então desconhecida startup. Para sua equipe jurídica, esse conjunto de fatores teve um impacto econômico muito maior do que o valor investido diretamente.

A tese dos “ganhos indevidos”

Na ação, os advogados de Musk comparam sua situação à de um investidor inicial que, em startups de tecnologia, pode obter retornos de muitas ordens de magnitude acima do capital investido. O argumento é que os benefícios obtidos posteriormente pela OpenAI e pela Microsoft extrapolariam qualquer expectativa razoável, especialmente considerando a mudança de rumo da organização.

Musk sustenta que a OpenAI violou sua missão fundadora ao passar por uma reestruturação de alto perfil que a transformou em uma entidade com fins lucrativos, aproximando-se cada vez mais de interesses comerciais e corporativos.

A reação da OpenAI e da Microsoft

A resposta das empresas foi dura. Em comunicado, a OpenAI classificou a exigência financeira como “imposta sem seriedade” e parte de uma “campanha de assédio” promovida por Musk. A Microsoft, embora não tenha comentado publicamente os valores reivindicados, também contestou formalmente as alegações.

Em um processo separado, as duas empresas afirmaram que não há provas de que a Microsoft tenha “auxiliado ou instigado” qualquer violação por parte da OpenAI. Para elas, os cálculos apresentados pelo bilionário carecem de base técnica confiável.

A disputa sobre as provas e o papel do especialista

Os valores cobrados por Musk foram estimados por um especialista financeiro contratado por sua defesa, o economista C. Paul Wazzan. Segundo o documento judicial, a análise busca quantificar o impacto econômico das contribuições iniciais do empresário.

A OpenAI e a Microsoft pediram ao juiz que limite ou exclua esse testemunho, alegando que a metodologia é “inventada”, “inverificável” e “sem precedentes”. As empresas também argumentam que a proposta implicaria uma transferência “implausível” de bilhões de dólares de uma organização originalmente sem fins lucrativos para um ex-doador que hoje é concorrente direto no mercado de IA.

O que pode acontecer a partir de agora

Um juiz em Oakland, na Califórnia, decidiu neste mês que o caso será analisado por um júri. O julgamento está previsto para começar em abril. Caso Musk obtenha uma decisão favorável, ele poderá pedir indenizações punitivas e outras penalidades, incluindo uma possível liminar — embora ainda não esteja claro que tipo de restrição judicial isso poderia impor às empresas.

Enquanto isso, o embate expõe as tensões crescentes no setor de inteligência artificial, onde antigas alianças dão lugar a disputas bilionárias. O resultado pode ter implicações profundas não apenas para Musk, OpenAI e Microsoft, mas também para a forma como parcerias iniciais em tecnologia são avaliadas no futuro.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

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