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Cometa interestelar 3I/ATLAS emite brilho esverdeado em novas imagens. – Foto: International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/B. Bolin

Um verdadeiro viajante cósmico está chamando a atenção de observatórios em todo o mundo. O cometa interestelar 3I/ATLAS, apenas o terceiro objeto confirmado vindo de fora do nosso Sistema Solar, está se tornando mais brilhante e exibindo uma intensa tonalidade verde conforme se aproxima da Terra. As imagens, capturadas pelo poderoso Telescópio Gemini North, no Havaí, no último dia 26 de novembro, revelam um fenômeno espetacular desencadeado pelo calor do Sol.

A explicação para o verde vibrante está na química do espaço. De acordo com o NOIRLab, que opera os telescópios Gemini, a cor é causada pela liberação de carbono diatômico — uma molécula formada por dois átomos de carbono — do núcleo do cometa. Quando essa molécula é energizada pela intensa luz solar, ela emite uma luminosidade característica na faixa verde do espectro, em um fenômeno relativamente comum em cometas, mas observado pela primeira vez de forma tão clara em um visitante interestelar.

O ponto alto da visita acontecerá no próximo dia 19 de dezembro, quando o 3I/ATLAS fará sua máxima aproximação da Terra. A boa notícia é que ele passará a uma distância totalmente segura de cerca de 270 milhões de quilômetros (equivalente a mais de 700 vezes a distância até a Lua). Astrônomos, no entanto, estão com os telescópios ligados, pois cometas frequentemente apresentam “surtos” de atividade e podem se tornar ainda mais brilhantes nesse período.

O 3I/ATLAS não é um cometa comum. Sua trajetória revela uma origem extraordinária:

  • Visitante Interestelar: Ele segue uma órbita hiperbólica, o que significa que veio do espaço interestelar, cruzará nosso Sistema Solar e nunca mais retornará. É um verdadeiro mensageiro de outras estrelas.
  • O Mais Antigo e Maior?: Detectado em junho de 2025 e viajando a incríveis 210 mil km/h, ele é considerado o maior e possivelmente o mais antigo desses visitantes já identificados, superando os famosos ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019).
  • Uma Transformação em Cores: Observações anteriores, como as feitas pelo Gemini South no Chile em agosto, mostravam o cometa com uma tonalidade avermelhada. A mudança para o verde é um sinal direto de que novas substâncias em seu núcleo estão sendo ativadas pelo calor solar.

O comportamento do 3I/ATLAS é imprevisível, mas os cientistas têm expectativas baseadas em outros cometas:

  • Possíveis Surtos de Brilho: O aquecimento solar faz o gelo no núcleo virar gás, criando uma nuvem brilhante (chamada coma) e uma cauda. Esse processo pode gerar explosões súbitas de atividade, tornando-o momentaneamente mais visível.
  • Janela de Observação Única: A comunidade científica está mobilizada, com dezenas de observatórios monitorando cada mudança. Este é um laboratório natural único para estudar a composição de materiais formados em torno de outras estrelas.
  • Fim do Espetáculo: Após a aproximação, o cometa começará a se afastar e esfriar, podendo apresentar uma última “cortina” de atividade antes de desaparecer na escuridão interestelar para sempre.

Para os entusiastas do céu, este é um evento raríssimo. Enquanto observatórios profissionais capturam seus detalhes químicos e estruturais, o 3I/ATLAS simboliza a dinâmica e a beleza sempre cambiante do universo. Apesar de especulações infundadas, a comunidade científica é unânime: trata-se de um cometa perfeitamente natural, mas não menos espetacular por isso.

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