Há algo que vem chamando atenção nas conversas com empresários, conselhos e reuniões estratégicas: cada vez mais profissionais chegam à mesa já se apresentando como fundadores. Não é só um novo cargo no LinkedIn. É uma mudança clara de postura, de ambição e de responsabilidade.
Os dados confirmam essa percepção. Segundo o SMB Work Change Report, relatório proprietário do LinkedIn, o número de profissionais no Brasil que passaram a usar o título de founder cresceu 74% no último ano, quase três vezes mais do que em 2022. A maior rede profissional do mundo aponta para um novo fôlego do empreendedorismo brasileiro: mais autoral, mais independente e, ao mesmo tempo, mais exposto aos riscos reais do negócio.
O estudo mostra que pequenas e médias empresas estão atravessando uma transformação estrutural, impulsionada pela rápida adoção da inteligência artificial, pela necessidade de construir marcas mais autênticas e pelo fortalecimento de redes e comunidades. E isso aparece com clareza na prática: nunca se falou tanto em posicionamento, eficiência e escala ao mesmo tempo.
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A inteligência artificial deixou de ser discurso futurista e passou a ser ferramenta do dia a dia. De acordo com o LinkedIn, 85% dos profissionais brasileiros de PMEs acreditam que a IA vai melhorar sua rotina de trabalho. Mais do que ganho de produtividade, há um impacto direto nas escolhas de carreira: 77% afirmam que o contato com a tecnologia os levou a considerar caminhos como o empreendedorismo, um dado alinhado ao que também se observa em mercados globais.
Mas aqui entra um ponto que o relatório reforça e que a prática confirma: a tecnologia acelera, organiza, cruza dados e amplia visão. Porém, ela não sustenta um negócio sozinha. Como afirmou Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn na América Latina, confiança, reputação e conexões humanas continuam sendo os pilares que transformam inovação em crescimento de longo prazo.
Em reuniões com PMEs, isso fica evidente. Muitos empresários já usam IA para marketing, vendas e atendimento, mas ainda tropeçam no básico da gestão financeira. A tecnologia ajuda a visualizar fluxo de caixa, acompanhar entradas e saídas, analisar receitas, despesas, inadimplência e prever cenários. Mas sem rotina, sem ritos claros de acompanhamento e sem disciplina de gestão, nenhuma ferramenta entrega sustentabilidade.
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O que mais se observa é que negócios saudáveis não são os mais tecnológicos, e sim os mais consistentes. Aqueles que olham números com frequência, tomam decisões com base em dados e usam a IA como apoio e não como muleta.
E essa transformação já começa a ganhar forma concreta fora dos dados. Recentemente, líderes como Guilherme Benchimol, David Vélez, e André Street anunciaram um movimento voltado à formação empreendedora, sem fins lucrativos, para apoiar quem está construindo negócios no Brasil. Um espaço para conexões, trocas de experiência e apoio à tomada de decisão que vai além da tecnologia e mira diretamente o desenvolvimento da pessoa por trás da empresa.
Isso nos mostra que, se a inteligência artificial pode acelerar aprendizagens e reduzir atritos operacionais, é a formação contínua e a comunidade que transformam potencial em impacto real.
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O SMB Work Change Report deixa um recado claro para os próximos anos: tecnologia e habilidades humanas precisam caminhar juntas. Comunicação, criatividade, colaboração e capacidade de construir relações seguem sendo diferenciais competitivos. A IA potencializa e a o ser humano é quem direciona.
O Brasil está empreendendo mais. A tecnologia nunca esteve tão acessível. O desafio agora é transformar esse impulso em negócios financeiramente sólidos, com direcionamento prévio e sustentáveis no longo prazo. E isso, definitivamente, não se automatiza.
A integração da inteligência artificial nos processos de criação de novos founders e CNPJs tem se mostrado uma ferramenta poderosa para impulsionar a inovação e o empreendedorismo. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados e identificar padrões, a IA pode ajudar a identificar oportunidades de negócios, otimizar processos e até mesmo prever tendências de mercado. Ao aproveitar o potencial da tecnologia, podemos criar um ambiente mais favorável para o surgimento de novos empreendedores e empresas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. É importante refletir sobre como podemos utilizar a inteligência artificial de forma ética e responsável, garantindo que seus benefícios sejam maximizados para o bem de toda a sociedade. E você, como acredita que a IA pode ser aproveitada para impulsionar a criação de novos founders e CNPJs?

