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O impacto da inteligência artificial no PIB: estudos demonstram resultados positivos

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Um mistério tem inquietado muitos de nós economistas nos últimos tempos: por que o PIB tem aumentado consistentemente acima das expectativas em vários países do mundo, incluindo os EUA e o Brasil?

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Muitos economistas que estudam inovação e produtividade, como Erik Brynjolfsson da Universidade Stanford, têm apontado para um possível primeiro impacto da inteligência artificial (IA) no aumento da produtividade e, consequentemente, do PIB dos países.

Quando a produtividade sobe e as horas trabalhadas não acompanham, é possível crescer sem pressionar tanto a inflação e os salários, o que é exatamente o tipo de combinação que desafia as previsões macroeconômicas.

Esse caminho faz sentido ao analisar os dados recentes dos EUA. A produtividade não agrícola cresceu 4,9% no terceiro trimestre de 2025, o maior aumento dos últimos anos, enquanto economistas consultados pela Reuters previam que cresceria a uma taxa de 3,0%.

Esse ganho de produtividade não surgiu do nada. Tudo indica que a adoção de IA tem ocorrido em duas etapas. Na primeira, as empresas tentam automatizar o que já faziam antes. Isso reduz tempo gasto em tarefas repetitivas e corta custos, mas não garante crescimento sustentado.

O pulo do gato vem na etapa seguinte, quando essa eficiência inicial se torna estratégia de expansão, com processos mais simples e baratos. Nessa fase, as empresas conseguem reduzir preços, aumentar a oferta e atender mais consumidores.

É aqui que o Paradoxo de Jevons entra em cena. Quando a IA reduz o custo de produção, a demanda total pode aumentar em vez de cair. Mas ao baratear e simplificar, o bem ou serviço se torna acessível para novos consumidores e abre mercados que antes não existiam. A demanda agregada pode aumentar justamente porque o bem ou serviço ficou mais acessível.

Se essa leitura estiver correta, parte do PIB acima do esperado pode ser menos mistério e mais miopia estatística. Os modelos macroeconômicos ainda estão calibrados para um mundo em que produzir mais envolvia, quase sempre, trabalhar mais horas ou contratar mais gente.

O que isso significa para os próximos anos ainda não está claro, mas algumas implicações vão começar a aparecer. Os bancos centrais podem estar superestimando o risco inflacionário se não captarem que parte do crescimento vem de ganhos reais de produtividade. As métricas tradicionais de mercado de trabalho podem estar perdendo poder preditivo. E estamos possivelmente no início de uma transição que pode se assemelhar a ondas tecnológicas anteriores, como os computadores e a internet.

Ainda não sabemos se estamos vendo uma transformação profunda ou um efeito com prazo marcado. Pode ser cedo demais para cravar uma nova era, mas já é tarde demais para tratar esse mistério como coincidência.

A inteligência artificial tem mostrado um grande potencial de impacto positivo no PIB, de acordo com estudos recentes. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo como essa tecnologia pode trazer benefícios significativos para a nossa sociedade, melhorando a eficiência, reduzindo custos e criando novas oportunidades de crescimento econômico. É importante que aproveitemos ao máximo o poder da inteligência artificial para impulsionar o desenvolvimento e garantir uma melhor qualidade de vida para todos. Os números falam por si só, mas é essencial que cada um reflita sobre como podemos utilizar essa tecnologia de forma ética e responsável para alcançar um futuro mais próspero e sustentável. A transformação está acontecendo e cabe a cada um de nós se preparar para se beneficiar dela da melhor maneira possível.

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