Definitivamente, há muito marketing e pouca eficiência em bancos quando estamos falando de clientes investidores. O foco dos sistemas, dos funcionários e dos aplicativos é no tomador de crédito e no endividado, que quer saber do alto limite oferecido no cheque especial e no cartão de crédito.
Quando chega alguém que precisa saber sobre aplicações financeiras, planejamento sucessório, benefícios de fidelidade, embananam-se. O aplicativo não funciona e o atendimento, salvo rara exceção, se perde, ficando restrito às informações do site de propaganda. Nada funciona direito. A saída tem sido pedir ao ChatGPT dicas para encontrar as informações escondidas em algum canto do site ou de documentos em PDF.
Testei oito bancos nas últimas semanas, falando com umas 15 pessoas. Não quero panetone ou cafezinho, quero um aplicativo que funcione direito e um “penso” que vá além do que encontro no Google em 10 segundos.
Reflito é se isso é causa ou consequência da ignorância financeira. Na verdade, deve ser ambos. Assim, ficamos neste círculo vicioso que deixa fraudadores fazerem a festa, como no caso do Banco Master: A ignorância financeira é terreno fértil para fraudes como a do Banco Master
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: como fugir de armadilhas como a do Banco Master
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)

