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Os bilionários da tecnologia que mais venderam ações em 2025: quem são e o que ganharam

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Bilionários

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MICHAEL M. SANTIAGO/GETTY IMAGES

Da esquerda para a direita: Jensen Huang (cortesia da Nvidia); Safra Catz (por David Paul Morris/Bloomberg); Jeff Bezos

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Em setembro, a bilionária Safra Catz, de 64 anos, CEO da Oracle, anunciou que deixaria o comando da empresa e passaria a atuar como conselheira após 11 anos à frente da gigante de tecnologia.

A Oracle viveu um ano excepcional, com suas ações atingindo máximas históricas diante das projeções de um ambicioso plano de construção de data centers voltados à inteligência artificial. “Você quer fazer uma transição como essa quando as coisas vão muito bem”, disse Catz a analistas na ocasião.

Ela não apenas fez a transição no auge, como também aproveitou para realizar ganhos. Desde 1º de janeiro, vendeu US$ 1,9 bilhão (R$ 10,36 bilhões) em ações da Oracle, o equivalente a mais de dois terços de seu patrimônio líquido — a terceira maior venda entre bilionários da tecnologia, segundo estimativas da Forbes, e, de longe, a maior em termos proporcionais ao patrimônio.

Ela não foi a única. Com os mercados acionários ainda impulsionados pelo entusiasmo em torno da IA e com temores crescentes de uma bolha, muitos bilionários realizaram vendas expressivas neste ano.

A Forbes analisou as operações de venda de ações dos 198 magnatas americanos de tecnologia presentes em sua lista de bilionários. Foi somado as vendas de 2025 que precisaram ser divulgadas por envolverem cargos executivos, assentos em conselhos ou participações relevantes.

Não foram consideradas ações vendidas exclusivamente para pagamento de impostos sobre novas concessões de ações, vendas realizadas por veículos filantrópicos nem valores desembolsados para o exercício de opções.

No total, os 20 maiores vendedores se desfizeram de mais de US$ 19 bilhões (R$ 103,55 bilhões) em ações entre 1º de janeiro e 15 de dezembro. Quatorze desses bilionários — entre eles Safra Catz, Jeff Bezos, Michael Dell e Jensen Huang — venderam ao menos US$ 500 milhões cada (R$ 2,73 bilhões).

Executivos e investidores da empresa de data centers voltados à IA CoreWeave também realizaram vendas relevantes. O diretor comercial Brannin McBee, o conselheiro e investidor Jack Cogen e o diretor de estratégia Brian Venturo venderam, respectivamente, US$ 473 milhões (R$ 2,58 bilhões), US$ 488 milhões (R$ 2,66 bilhões) e US$ 289 milhões (R$ 1,58 bilhão) em ações da companhia desde o IPO realizado em março.

Ao se desfazerem de parte de suas participações ainda no início do ano, evitaram parte da queda de 50% do papel desde agosto. O movimento foi atribuído às incertezas sobre endividamento e atrasos na expansão dos data centers de uma empresa que muitos veem como um termômetro da sustentabilidade do boom da IA e dos investimentos associados.

As vendas, no entanto, não se resumem à gestão de risco. Jeff Bezos, fundador da Amazon, pode destinar os recursos a imóveis de alto padrão, à sua empresa de foguetes Blue Origin, a investimentos de venture capital (incluindo robótica) e ao novo empreendimento de IA chamado Project Prometheus, que, segundo relatos, já conta com mais de US$ 6 bilhões em financiamento (R$ 32,7 bilhões), em parte provenientes do próprio Bezos.

Em dezembro, Michael Dell anunciou o compromisso de doar US$ 6,25 bilhões (R$ 34,06 bilhões) para crianças nos Estados Unidos, por meio da criação de 25 milhões de contas com US$ 250 cada (R$ 1.362,50). Mesmo que detalhes e prazos ainda não estejam claros, a doação ajudará a compensar a conta de impostos decorrente da venda de US$ 2,2 bilhões em ações (R$ 11,99 bilhões).

Quase todas as operações ocorreram por meio de planos de negociação registrados previamente junto à Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) americana, conforme exigido por regras criadas para evitar acusações de uso de informação privilegiada.

Ainda assim, as vendas de ações por bilionários costumam acompanhar tendências macroeconômicas mais amplas, já que os termos desses planos — como frequência, volume e momento das vendas — são definidos pelos próprios controladores.

Um bilionário, por exemplo, pode estabelecer um preço-alvo que acione automaticamente a venda, o que leva à alienação de ações quando as cotações estão elevadas. Assim, faz sentido que alguns continuem realizando lucros: preços mais altos, ao menos por enquanto, tendem a vir acompanhados de mais vendas.

Chamam atenção também as ausências na lista. Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo, e Larry Ellison, o quarto mais rico, não aparecem. Ambos deram como garantia centenas de milhões de ações da Tesla e da Oracle, respectivamente, para tomar empréstimos sem vender os papéis — e, assim, utilizar o valor das ações sem pagar impostos sobre ganhos de capital.

A seguir, os magnatas da tecnologia da lista de bilionários da Forbes que mais venderam ações entre 1º de janeiro e 15 de dezembro de 2025:

1- Jeff Bezos

Patrimônio líquido: US$ 238 bilhões (R$ 1,30 trilhão) | Fonte da fortuna: Amazon | Ações vendidas: US$ 5,6 bilhões da Amazon (R$ 30,52 bilhões)

2- Michael Dell

Patrimônio líquido: US$ 143 bilhões (R$ 779,35 bilhões) | Fonte da fortuna: Dell | Ações vendidas: US$ 2,2 bilhões da Dell (R$ 11,99 bilhões)

3- Safra Catz

Patrimônio líquido: US$ 2,8 bilhões (R$ 15,26 bilhões) | Fonte da fortuna: Oracle | Ações vendidas: US$ 1,9 bilhão da Oracle (R$ 10,36 bilhões)

4- Jensen Huang

Patrimônio líquido: US$ 152 bilhões (R$ 828,4 bilhões) | Fonte da fortuna: Nvidia | Ações vendidas: US$ 1,1 bilhão da Nvidia (R$ 6,0 bilhões)

5- Jayshree Ullal

Patrimônio líquido: US$ 5,4 bilhões (R$ 29,43 bilhões) | Fonte da fortuna: Arista Networks | Ações vendidas: US$ 1 bilhão da Arista Networks (R$ 5,45 bilhões)

6- Herald Chen

Patrimônio líquido: US$ 2,4 bilhões (R$ 13,08 bilhões) | Fonte da fortuna: AppLovin | Ações vendidas: US$ 710 milhões da AppLovin (R$ 3,87 bilhões)

7- Frank Slootman

Patrimônio líquido: US$ 3,4 bilhões (R$ 18,53 bilhões) | Fonte da fortuna: Snowflake | Ações vendidas: US$ 680 milhões da Snowflake (R$ 3,71 bilhões)

8- David Baszucki

Patrimônio líquido: US$ 5,3 bilhões (R$ 28,89 bilhões) | Fonte da fortuna: Roblox | Ações vendidas: US$ 670 milhões da Roblox (R$ 3,65 bilhões)

9- Mark Zuckerberg

Patrimônio líquido: US$ 221 bilhões (R$ 1,20 trilhão) | Fonte da fortuna: Meta | Ações vendidas: US$ 640 milhões da Meta (R$ 3,49 bilhões)

10- Brian Armstrong

Patrimônio líquido: US$ 11,5 bilhões (R$ 62,68 bilhões) | Fonte da fortuna: Coinbase | Ações vendidas: US$ 570 milhões da Coinbase (R$ 3,11 bilhões)

11- Stephen Cohen

Patrimônio líquido: US$ 6,3 bilhões (R$ 34,34 bilhões) | Fonte da fortuna: Palantir | Ações vendidas: US$ 561 milhões da Palantir (R$ 3,06 bilhões)

12- Eric Lefkofsky

Patrimônio líquido: US$ 5,8 bilhões (R$ 31,61 bilhões) | Fonte da fortuna: Groupon, Tempus AI | Ações vendidas: US$ 506 milhões da Tempus (R$ 2,76 bilhões)

13- Mark Stevens

Patrimônio líquido: US$ 10,5 bilhões (R$ 57,23 bilhões) | Fonte da fortuna: Nvidia | Ações vendidas: US$ 500 milhões da Nvidia (R$ 2,73 bilhões)

14- Henry Samueli

Patrimônio líquido: US$ 33 bilhões (R$ 179,85 bilhões) | Fonte da fortuna: Broadcom | Ações vendidas: US$ 500 milhões da Broadcom (R$ 2,73 bilhões)

15- Jack Cogen

Patrimônio líquido: US$ 1,9 bilhão (R$ 10,36 bilhões) | Fonte da fortuna: CoreWeave | Ações vendidas: US$ 490 milhões da CoreWeave (R$ 2,67 bilhões)

16- Brannin McBee

Patrimônio líquido: US$ 2,4 bilhões (R$ 13,08 bilhões) | Fonte da fortuna: CoreWeave | Ações vendidas: US$ 470 milhões da CoreWeave (R$ 2,56 bilhões)

17- Reed Hastings

Patrimônio líquido: US$ 5,2 bilhões (R$ 28,34 bilhões) | Fonte da fortuna: Netflix | Ações vendidas: US$ 370 milhões da Netflix (R$ 2,02 bilhões)

18- David Duffield

Patrimônio líquido: US$ 13 bilhões (R$ 70,85 bilhões) | Fonte da fortuna: Workday, PeopleSoft | Ações vendidas: US$ 310 milhões da Workday (R$ 1,69 bilhão)

19- Brian Venturo

Patrimônio líquido: US$ 3,2 bilhões (R$ 17,44 bilhões) | Fonte da fortuna: CoreWeave | Ações vendidas: US$ 276 milhões da CoreWeave (R$ 1,50 bilhão)

20- Shyam Sankar

Patrimônio líquido: US$ 1,3 bilhão (R$ 7,09 bilhões) | Fonte da fortuna: Palantir | Ações vendidas: US$ 250 milhões da Palantir (R$ 1,36 bilhão)



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