O economista Peter Schiff voltou a criticar o Bitcoin durante uma entrevista concedida a Randi Hipper, reforçando sua posição de que o ativo carece de valor fundamental. Segundo ele, o desempenho da criptomoeda segue fortemente afetado por períodos de instabilidade econômica, o que compromete sua capacidade de funcionar como reserva de valor confiável.
A conversa, que ocorre no YouTube, mostra Schiff reafirmando que o processo de mineração consome grande quantidade de energia sem produzir um bem físico. Para ele, isso compromete a justificativa para a demanda de longo prazo. Em contraste, ele destaca que o ouro converte energia em um ativo real e globalmente reconhecido, usado por diversos setores há séculos.
Visão de Schiff sobre valor real e especulação
O economista argumenta que a valorização do Bitcoin depende quase exclusivamente de expectativas futuras dos investidores. Além disso, ele ressalta que o ativo não conta com utilidade prática comprovada fora do mercado financeiro. Schiff também lembra que o ouro possui aplicações industriais e longa história como ferramenta de preservação patrimonial.
Na entrevista, ele afirma que o mercado encara o Bitcoin como um investimento de alto risco, sujeito a variações bruscas capazes de gerar perdas significativas. Ele compara a criptomoeda a um modelo especulativo semelhante a um esquema piramidal, sustentado pela entrada contínua de novos participantes. Assim, quem comprou nos estágios iniciais pode ter obtido retornos expressivos, enquanto investidores recentes ficam mais expostos a quedas repentinas.
Além disso, Schiff reforça que a volatilidade intensa do Bitcoin dificulta seu uso cotidiano como meio de pagamento. Ele destaca que alterações de preço podem ocorrer em minutos, o que torna a adoção comercial mais desafiadora.
Comparação entre ativos e impactos no mercado
Outro ponto levantado por Schiff é a longevidade do ouro como instrumento de proteção patrimonial. Segundo ele, a estabilidade do metal precioso supera a do Bitcoin, que ainda tenta consolidar espaço no setor financeiro. Portanto, na avaliação do economista, a criptomoeda não consegue oferecer o mesmo nível de segurança.
Mesmo com seu crescimento recente, o Bitcoin continua sendo, na visão de Schiff, um ativo cujo valor deriva mais da especulação do que de fundamentos sólidos. Além disso, ele acredita que essa característica aumenta a vulnerabilidade dos investidores.
Schiff destaca vantagens da T-Gold
Ao longo da entrevista, Schiff também apresenta a T-Gold, plataforma que une blockchain e lastro físico em ouro. Ele afirma que os tokens da T-Gold representam quantidades reais armazenadas e auditadas, o que reduziria o risco de perda total. Assim, o projeto aparece como alternativa a ativos puramente digitais.
Ele reconhece que ainda é necessário confiar na empresa responsável pelo armazenamento, mas considera essa exigência menos arriscada do que depender de ativos não lastreados. Schiff menciona ainda que stablecoins apoiadas em moedas fiduciárias seguem lógica semelhante, porém sem o respaldo de um bem tangível.
Além disso, Schiff acredita que o ouro tokenizado pode ser usado de forma mais prática no cotidiano, devido à estabilidade do metal. Em sua visão, essa vantagem coloca o ouro em posição superior ao Bitcoin, que enfrenta menor aceitação entre comerciantes.
As declarações recentes reforçam a postura crítica de Schiff e reacendem o debate sobre valor real e especulação. Dessa forma, o economista destaca novamente sua preferência por ativos lastreados em bens físicos, como o ouro tradicional e tokens representativos, e questiona a solidez do Bitcoin no longo prazo.
Peter Schiff, renomado economista e crítico do Bitcoin, renovou suas críticas à criptomoeda em uma nova entrevista. Para quem acompanha o mercado financeiro, as opiniões de Schiff podem trazer insights valiosos sobre os possíveis rumos do Bitcoin e seu impacto no cenário econômico global. Vale a pena refletir sobre as análises de Schiff e considerar como suas ideias podem ser úteis na tomada de decisões financeiras. Não deixe de conferir a entrevista completa e tirar suas próprias conclusões sobre o tema.

