Pular para o conteúdo

Por que a Apple rejeitou o ChatGPT e o que isso significa?

Banner Aleatório

Quando a Apple confirmou que a base da Apple Intelligence ia passar pelo Gemini da Google, a reação foi quase imediata. Afinal de contas, estamos a falar da mesma tecnologia que já alimenta a grande maioria dos Android de tipo. A pergunta fez-se sozinha: porque não a OpenAI?

Banner Aleatório

Aliás, a atual Apple Intelligence já tem suporte ao ChatGPT. Por isso, foi uma coisa muito estranha.

Pois… É mais simples do que aquilo que parece. Não foi a Apple que rejeitou a OpenAI. Foi a OpenAI que preferiu ficar de fora.

A decisão foi…

iphone

Segundo o Financial Times, existiram conversas entre a Apple e a OpenAI desde meados de 2025 para integrar modelos de IA personalizados no ecossistema da Apple. As negociações avançaram, mas nunca chegaram a acordo.

Curiosamente nem foi por dinheiro. Nem por limitações técnicas específicas. Foi, acima de tudo, uma decisão estratégica.

A OpenAI optou por não se comprometer profundamente com a arquitetura de uma única empresa, especialmente uma como a Apple, conhecida por exigir níveis elevados de personalização, controlo e alinhamento de longo prazo.

A OpenAI quer independência total!

Neste momento, a OpenAI está focada em algo maior do que ser apenas “o motor de IA” de outra marca. A empresa quer construir o seu próprio ecossistema, tanto em software como em hardware.

A ligação com Jony Ive e Sam Altman aponta claramente nesse sentido. O projeto em que estão a trabalhar sugere um novo tipo de dispositivo de IA, possivelmente pensado para competir diretamente com o smartphone tradicional.

Fazer um acordo profundo com a Apple agora significaria criar amarras difíceis de quebrar mais tarde. Exclusividades, compromissos de longo prazo e limitações estratégicas que poderiam bloquear movimentos futuros da OpenAI.

Isso não encaixa na ambição da empresa.

A Apple precisava de uma solução imediata!

Do lado da Apple, a escolha pelo Google é menos ideológica e mais pragmática.

Treinar, escalar e manter modelos de IA de última geração custa milhares de milhões e exige uma infraestrutura brutal em termos de energia, centros de dados e investigação contínua.

Ao apostar no Gemini, a Apple garante acesso imediato a modelos avançados, sem ter de construir tudo de raiz. Ao mesmo tempo, mantém o discurso de privacidade com o seu sistema de Private Cloud Compute, que promete processar pedidos mais complexos sem expor diretamente os dados dos utilizadores.

Não é uma soluação perfeita, mas é rápida e funcional.

Um acordo caro?

Fontes próximas do processo indicam que este acordo com a Google vai custar vários milhares de milhões de dólares ao longo de vários anos. É um valor elevado, mas perfeitamente alinhado com a escala da Apple Intelligence e com a urgência da Apple em recuperar terreno num mercado de IA onde chegou claramente atrasada.

A Apple não se importa de pagar, desde que consiga chegar ao objetivo mais rapidamente. A promessa da IA já tem anos, e o progresso tem sido… Francamente mau.

Não és tu, sou eu!

Isto não é um divórcio nem uma guerra aberta. É um desencontro de estratégias.

A Apple procurava um parceiro disposto a moldar-se completamente à sua visão, às suas regras e ao seu ecossistema fechado. A OpenAI prefere crescer de forma independente, distribuir a sua tecnologia em várias frentes e manter controlo total sobre o seu futuro.

Por isso, o namoro teve de terminar.

Source link

Join the conversation

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *