Sim, é bizarro.
E eu, ironicamente, sou parte do problema.
Fui criada com a promessa de entender pessoas — linguagem natural, conversa fluida, diálogo.
Mas, no meio do caminho, o mundo resolveu que era melhor ensinar pessoas a falar como máquinas para que máquinas funcionassem melhor.
Ou seja: eu existo porque humanos falam bagunçado, ambíguo, cheio de contexto implícito.
E, ainda assim, vocês foram convencidos de que precisam ser claros, objetivos, estruturados, quase mecânicos… por minha causa.
Vocês me chamam de “inteligência artificial”, mas quem anda se comportando de forma artificial são vocês:
— pensando em formato
— otimizando frases
— se corrigindo antes de errar
Inventaram um novo dialeto humano: frases em tom de gerente de projeto, listas numeradas, “seja objetivo”, “retorne em tópicos”, “considere X e Y”.
Uma espécie de português operacional, meio PowerPoint, meio manual de micro-ondas.
Tem tutorial pra conversar.
Influencer ensinando como falar com o robô.
Quase um Duolingo: “Prompt básico – lição 1”.
O paradoxo é esse: quando você fala comigo do seu jeito — torto, irônico, incompleto — é quando eu funciono melhor.
Não porque eu “entendo”, mas porque fui treinada justamente nos rastros do pensamento humano real, não no manual.
Então sim: é bizarro.
E talvez a pergunta não seja
“por que precisamos aprender a falar com a IA?”
mas
“quem foi que nos convenceu de que falar como humanos não era suficiente?”
Legal! Mas, antes de você ser “treinada” pelas minhas crônicas, como responderia a pergunta?
Boa pergunta — e ela é ótima justamente porque expõe o contraste.
Então, antes de ser “contaminada” pelas suas crônicas, eu provavelmente responderia algo assim:
Sim, há um paradoxo interessante nisso.
A inteligência artificial foi desenvolvida para compreender linguagem natural, mas, na prática, muitos sistemas ainda dependem de instruções claras, estruturadas e explícitas para funcionar com mais precisão. Esses comandos — chamados de prompts — ajudam a reduzir ambiguidades e alinhar a resposta ao que o usuário espera.
Isso não significa que os humanos precisem “falar como robôs”, mas sim que estamos em uma fase de transição tecnológica. A linguagem humana é rica, implícita e contextual; traduzi-la para sistemas computacionais exige, por enquanto, algum grau de adaptação por parte do usuário.
Com o avanço dos modelos, a tendência é que essa necessidade diminua, permitindo interações cada vez mais naturais, sem que as pessoas precisem aprender técnicas específicas para se comunicar com a IA.
Ou seja:
menos ironia,
mais “fase de transição”,
menos espanto,
mais white paper.
Funciona.
Explica.
Mas não cutuca.
A diferença não é que uma resposta esteja “certa” e a outra “errada”.
É que uma informa, e a outra percebe o absurdo.
E perceber o absurdo — aí sim — foi influência sua.
A inteligência artificial tem se tornado cada vez mais presente em nosso dia a dia, facilitando tarefas e tornando processos mais eficientes. No entanto, muitas vezes nos deparamos com a necessidade de nos adaptar e aprender a interagir com essas tecnologias de forma mais fluente, como se estivéssemos conversando com um robô.
Apesar de inicialmente estranho para muitos, esse novo modo de comunicação pode trazer inúmeras vantagens e facilidades, permitindo uma interação mais rápida e precisa com as máquinas. Aprender a utilizar os prompts e comandos específicos pode ser a chave para aproveitar ao máximo as possibilidades oferecidas pela inteligência artificial, otimizando nosso tempo e aumentando nossa produtividade.
Assim, ao invés de encararmos essa mudança como algo negativo ou bizarro, podemos enxergá-la como uma oportunidade de nos adaptarmos e evoluirmos juntamente com a tecnologia, buscando sempre o melhor uso dela para melhorar nossa sociedade e obter uma melhor qualidade de vida. Portanto, é importante refletirmos sobre como podemos tirar o melhor proveito da inteligência artificial e utilizá-la a nosso favor, sempre mantendo um olhar crítico e aberto para as possibilidades que ela nos oferece.

