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Vexia fortalece caixa e estratégias com inteligência artificial e aquisições em 2026, após reestruturação.

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A Vexia, empresa brasileira de tecnologia, entrou em 2026 tentando consolidar uma virada que combina recuperação operacional, mudança de posicionamento e ambição de escala. Depois de atravessar um período de prejuízos, rever contratos, reorganizar a estratégia comercial e voltar ao resultado positivo, a empresa projeta um novo ciclo de expansão apoiado em tecnologia, inteligência artificial e aquisições. A meta é sair de um faturamento de cerca de R$ 43 milhões em 2025 para R$ 51 milhões em crescimento orgânico neste ano, com potencial de alcançar entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões caso as negociações em andamento avancem.

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Em entrevista ao BRAZIL ECONOMY, o COO e sócio William Lopes e o diretor de negócios Diego Muller Cardeal descrevem uma companhia em transformação. A Vexia, que hoje reúne cerca de 150 clientes e aproximadamente 410 colaboradores, nasceu do primeiro centro de serviços compartilhados do Brasil, criado no âmbito do Grupo Mover, antiga Camargo Corrêa. O modelo, pioneiro no País, foi estruturado para concentrar funções de backoffice e atender diferentes empresas do conglomerado, numa lógica de ganho de escala, redução de custos e padronização de processos. Em 2016, a operação passou a atuar formalmente sob a marca Vexia e, a partir daí, começou a buscar uma trajetória própria no mercado.

Esse passado ajuda a explicar a base sobre a qual a companhia tenta agora construir uma nova etapa. Se a origem está ligada ao BPO e aos serviços administrativos compartilhados, o plano atual é ampliar o protagonismo das frentes de tecnologia, consultoria, governança e inteligência aplicada a processos corporativos. A leitura da nova gestão é a de que a empresa precisava deixar para trás a condição de operação estagnada e assumir uma identidade mais aderente às transformações do mercado.

A inflexão ganhou força com a chegada de William Lopes à operação, em junho de 2024. Com trajetória de três décadas em tecnologia e passagem marcante pelo Grupo Algar, o executivo assumiu o desafio de tocar a empresa ao lado de Ricardo Lagevitt, atual presidente e sócio. O contexto, segundo ele, era delicado. A companhia vinha de dois anos de resultados negativos, carregava distorções contratuais e operava sob os efeitos de um processo de venda que havia paralisado parte da expansão comercial.

“Quando chegamos, a empresa vinha de dois anos de prejuízo e ainda carregava muitos contratos cruzados que limitavam a autonomia da operação. O primeiro passo foi dar independência à Vexia e reorganizar as bases comerciais e operacionais para que ela voltasse a crescer”, afirma Lopes.

Segundo o executivo, o primeiro movimento foi desmontar amarras herdadas da estrutura anterior. Isso incluiu o descruzamento de 12 contratos relevantes e uma revisão ampla das bases da operação. Ao mesmo tempo, a nova gestão montou uma força comercial para recolocar a empresa em trajetória de crescimento. O efeito foi imediato. Nos seis primeiros meses do novo ciclo, a Vexia trouxe 16 novos CNPJs para dentro da base e iniciou um processo de higienização financeira, com renegociação e, em alguns casos, encerramento de contratos que já não se sustentavam economicamente.

O ano de 2024 foi encerrado em break-even, um marco simbólico para uma companhia que vinha operando no vermelho. Em 2025, a recuperação ganhou consistência. A empresa incorporou 23 novos clientes, no que os executivos classificam como o melhor desempenho recente em captação, e fechou o exercício com faturamento de R$ 43 milhões e resultado positivo, ainda abaixo da margem de dois dígitos que estava inicialmente no radar da gestão. Ainda assim, o avanço foi suficiente para sinalizar que a reorganização havia deixado de ser apenas defensiva e começava a abrir espaço para crescimento com maior previsibilidade.

A partir dessa base, 2026 passa a ser tratado como o ano da aceleração. A estratégia da Vexia combina duas camadas. A primeira é orgânica, sustentada pela ampliação comercial, pela revisão de posicionamento de marca e pela oferta de novos produtos e serviços. A segunda é inorgânica, apoiada em uma agenda de aquisições que pode redefinir o tamanho da empresa em prazo relativamente curto.

“Hoje trabalhamos com um pipeline de cinco a seis empresas e nossa intenção é incorporar pelo menos três delas. A ideia é acelerar o crescimento combinando caixa próprio, apoio dos sócios e eventualmente capital de mercado”, diz Lopes.

Uma dessas negociações, voltada à área de customer experience, é tratada internamente como potencialmente transformacional. Se avançar, poderá praticamente dobrar o porte atual da companhia. Outras conversas envolvem negócios ligados a cibersegurança e inteligência artificial, em linha com o movimento de reforço da tese tecnológica.

Por trás desse movimento há uma tentativa clara de reposicionar a Vexia no mapa competitivo. A empresa já não quer ser vista apenas como uma fornecedora de BPO, embora essa vertical continue relevante. Hoje, a operação está organizada em quatro frentes: consultoria, ITO, GRC e BPO.

É nesse desenho que a inteligência artificial aparece como ferramenta de produtividade e diferenciação, não apenas como discurso de mercado. Em meio à corrida generalizada por projetos de IA, a Vexia tenta sustentar uma narrativa de adoção pragmática.

“Inteligência artificial só faz sentido quando gera ganho financeiro, acelera processos ou melhora a qualidade das entregas. Não adianta tratar a tecnologia como moda. Ela precisa resolver problemas reais de negócio”, afirma Lopes.

A companhia cita exemplos práticos para sustentar esse argumento. Um projeto de mapeamento de mais de 250 processos para um grande grupo empresarial consumiu quatro meses e mobilizou entre 35 e 40 pessoas. Com a incorporação de uma nova plataforma baseada em IA, atualmente em negociação, a expectativa é que trabalhos dessa natureza possam ser executados em um ou dois meses, com equipes muito mais enxutas.

Esse tipo de racional tem servido de base para a tese de que a IA, diferentemente de outras ondas tecnológicas mais especulativas, já entrou de forma estrutural na operação das empresas. A avaliação da Vexia é que não se trata de uma febre passageira, mas de uma nova camada de infraestrutura corporativa.

Ao mesmo tempo, a empresa busca associar essa agenda a um discurso de governança. Diego Muller Cardeal destaca como marco recente a conquista da ISO 42001, norma voltada à gestão de sistemas de inteligência artificial.

“A certificação ISO 42001 mostra que é possível desenvolver e utilizar inteligência artificial com critérios claros de governança, segurança e rastreabilidade. A tecnologia precisa caminhar junto com responsabilidade e controle”, afirma Cardeal.

Segundo o diretor de negócios, o selo ainda é pouco difundido no mercado, o que reforça a intenção da Vexia de se posicionar como uma companhia que busca explorar a IA dentro de critérios formais de segurança e compliance.

“A certificação reforça nosso compromisso de construir soluções tecnológicas que não apenas aumentem a eficiência das empresas, mas também estejam alinhadas com padrões internacionais de integridade e gestão”, acrescenta.

Essa camada institucional não é secundária. Num ambiente em que a regulação da inteligência artificial ainda avança mais lentamente do que sua adoção pelas empresas, o tema da governança se torna parte da proposta de valor.

A expansão, porém, não elimina o desafio de contexto. A economia brasileira entra em 2026 ainda pressionada por juros elevados, incertezas políticas, ruídos externos e uma visível assimetria entre setores. Nesse cenário, a Vexia elegeu três segmentos como prioritários: financeiro, mineração e educação.

Na leitura de Cardeal, são áreas que mantêm maior capacidade de investimento e demanda por serviços especializados.

“Esses setores continuam investindo em eficiência, automação e governança. São ambientes onde há demanda constante por soluções de tecnologia e revisão de processos, o que cria oportunidades relevantes para empresas como a Vexia”, afirma.

No campo interno, o momento também é de expansão. Apesar de o uso de IA sugerir ganhos de produtividade capazes de reduzir a dependência de grandes estruturas, a companhia afirma estar em ciclo de contratação. Nos últimos meses, cerca de 45 profissionais foram incorporados à operação.

“A tecnologia aumenta a eficiência, mas o crescimento da base de clientes e a agenda de aquisições exigem mais gente. Nosso objetivo é fechar o ano com cerca de 500 colaboradores”, diz Lopes.

No fundo, a história recente da Vexia é a de uma companhia que tenta sair de uma lógica de reorganização para entrar numa agenda de escala. O que antes era um centro de serviços compartilhados transformado em prestadora de backoffice agora quer se afirmar como uma plataforma mais ampla de serviços corporativos e tecnologia. A recuperação do resultado, a retomada comercial, o reforço das credenciais de governança e o apetite por aquisições indicam que a empresa já não está apenas corrigindo rumos. Está tentando redefinir seu tamanho e sua identidade.

 




A Vexia, empresa que passou por um processo de reestruturação, está fortalecendo seu caixa e planejando um salto em 2026 por meio da utilização da Inteligência Artificial e aquisições estratégicas. Essa mescla de tecnologia e expansão pode trazer benefícios para a sociedade, melhorando a qualidade de vida e oferecendo soluções inovadoras. Vale a pena refletir sobre como a IA pode ser uma aliada para o progresso e como podemos aproveitar ao máximo essas oportunidades para um futuro mais promissor. A decisão final sobre os rumos da empresa e seu impacto na sociedade cabe a cada um de nós.

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