Pular para o conteúdo

O que mudou sem que você percebesse

Banner Aleatório

A inteligência artificial acaba de acelerar — de novo. OpenAI, Google e Anthropic anunciaram avanços tão grandes quanto sutis, que estão moldando silenciosamente a forma como interagimos com a tecnologia. De imagens geradas em tempo real a análises profundas sobre o impacto no mercado de trabalho, entenda o que está por trás das últimas movimentações das gigantes da IA.

Banner Aleatório

OpenAI transforma conversas em imagens com o ChatGPT

A OpenAI integrou a geração de imagens diretamente no ChatGPT, graças ao seu novo modelo, o GPT-4o. Agora, você pode pedir uma ilustração sem sair da conversa — seja um “gato astronauta na lua” ou o logo de uma cafeteria fictícia. A IA entende o pedido textual e o traduz visualmente, com resultados mais contextuais e práticos.

Além disso, o sistema permite modificar imagens enviadas pelo próprio usuário, o que amplia as possibilidades criativas e profissionais. Apesar da empolgação, surgiram críticas sobre a velocidade de geração e questões sobre direitos autorais ao imitar estilos artísticos reconhecíveis. Ainda assim, o movimento marca uma mudança significativa: a IA está cada vez mais multimodal e acessível.

Google aposta em superinteligência com o Gemini 2.5 Pro

Enquanto a OpenAI foca na experiência do usuário, o Google mira na capacidade bruta de processamento. Lançado em março, o modelo experimental Gemini 2.5 Pro já é considerado o mais avançado da empresa. Seu maior trunfo? Uma “janela de contexto” capaz de lidar com até 1 milhão de tokens — o equivalente a um livro de 1.500 páginas analisado de uma vez só.

Esse avanço permite que a IA compreenda grandes volumes de dados sem perder o fio da meada, algo essencial em tarefas como revisar código, interpretar contratos ou sintetizar longos vídeos. O modelo também responde com raciocínio mais estruturado, tentando imitar o pensamento humano.

Apesar de ainda responder apenas por texto, o Gemini já processa imagens, áudio e vídeo — e deve ser integrado em breve a produtos como o AI Studio e o Vertex AI, da Google Cloud. A gigante busca não apenas competir, mas redefinir o que se espera de uma IA.

Anthropic revela como usamos a IA no trabalho

Já a Anthropic adotou uma abordagem diferente: entender o impacto real da IA no ambiente profissional. Usando dados anonimizados de um milhão de interações com sua IA, o Claude, a empresa analisou como os usuários estavam aplicando a tecnologia em tarefas relacionadas ao trabalho.

O resultado? Cerca de 57% dos usos complementavam o trabalho humano, enquanto 43% eram voltados para automação. Profissionais de texto, como redatores e editores, tendem a usar a IA de forma colaborativa, enquanto tradutores delegam mais. E os engenheiros de software lideram em volume de uso, com mais de 37% das conversas analisadas.

A Anthropic também disponibilizou publicamente os dados anonimizados, incentivando estudos independentes sobre o tema. O objetivo é claro: alimentar o debate com evidências concretas — não apenas com suposições — sobre como a IA está moldando o futuro do trabalho.

O futuro se aproxima — e está cada vez mais integrado

OpenAI, Google e Anthropic estão trilhando caminhos distintos, mas convergentes: tornar a inteligência artificial mais útil, presente e impactante em nossas vidas. Enquanto uma foca em tornar a IA mais visual e intuitiva, outra amplia seus limites técnicos, e a terceira analisa suas consequências concretas.

A corrida pela IA mais avançada não é mais apenas sobre capacidade, mas sobre aplicabilidade, ética e impacto. O que estamos vendo é apenas o começo de uma transformação que promete mudar não só nossas ferramentas, mas também nossa forma de trabalhar, criar e nos comunicar.

 

Infobae: Infobae

Source link

Join the conversation

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *